Pesquisar

Carregando...

19 de fevereiro de 2010

A REFORMA - "Criação do Protestantismo"

A Reforma

Criação do Protestantismo
A reforma foi o resultado da insatisfação com os abusos ocorridos dentro da Igreja Católica Romana, com o papel do clero e com a direção da igreja. O forte elo freqüentemente desenvolvido entre os reformistas e os governantes resultou no estabelecimento e criação de igrejas locais e no confisco de propriedades da Igreja Católica. Outra conseqüência importante da Reforma foi a publicação da Bíblia sagrada em vários idiomas.
A necessidade de reforma na Igreja Católica não era recente. A fraqueza do papado ao final do século XIV e início do século XV estimulou em muito o avanço dos seguidores de Lollard, na Inglaterra, e do Hussitismo, na Boêmia. Porem, o sucesso da reforma foi limitado e no final do século XV evidenciou o renascimento da autoridade papal.
Com a finalidade de levantar a igreja, os papas mandaram reformar a Basílica de São Pedro para que Roma se tornasse uma capital digna. Levantaram fundos por toda a Europa para tal reforma e para outros projetos através da influencia da igreja. Todos os recursos ilícitos eram usados pela igreja; vendiam indulgências, ou seja; remissão das penas impostas a pecadores confessos, dispensações e títulos de cardeal.
A igreja resistia de todas as formas as reivindicações de reforma e se tornava cada vez mais secular e corrupta.
Neste período, fez surgir na Alemanha um forte sentimento anti-italiano baseado na crença de que a igreja extorquia quantias excessivas ao povo alemão.
O sucesso dos reformistas fez grandes transformações na Igreja Católica.A partir do fim do século XVI, a Igreja Católica buscava grandes esforços para recobrar novamente o poder, para isso do grande sucesso da Contra-Reforma dependia muito do poder dos governantes na sua maioria católicos.
O novo conceito e interpretação dos textos da Bíblia chamaram muito atenção para o enorme abismo existente entre a Igreja antiga e a nova que iria surgir, e tudo isso fez aumentar toda a hostilidade e rejeição ao clero e ao papado. Com a invenção da imprensa os reformistas conseguiram expandir suas idéias levando a todos os recantos um conceito novo de interpretação da Bíblia e repugnando os feitos pecaminosos do papado.
Por volta de 1517, um monge e teólogo alemão chamado Martinho Lutero, fez publicar sua oposição às indulgências e aos absurdos cometidos pela Igreja.
Lutero acreditava que toda a fé de um cristão deveria se basear nos princípios da Bíblia Sagrada e que para tal ela deveria ser editada em todos os idiomas e não somente em latim, pois sendo assim somente os que entendiam o latim tinha acesso à palavra de Deus.
Lutero também se opunha a qualquer princípio que não fosse baseado no Evangelho, opunha-se ao culto a Maria e aos santos da igreja. Seu principio era que apenas a fé em Deus traria a salvação. Lutero renegava a posição do clero que administrava os sacramentos para ele, o sacerdócio abrangia todos os crentes e cada fiel se encontrava só e igual perante a Deus. Em 1520 foi excomungado pela Igreja que o fez não mas reconhecer a autoridade do papa.
Usando o recurso da imprensa e de vários pregadores tornou-se rapidamente muito popular por toda a Alemanha. Para muitos principalmente os menos favorecidos, os pensamentos de Lutero representavam a libertação dos conceitos da Igreja Católica.
A força da reforma era eminente e levou Lutero a incentivar uma brutal repressão da Revolta dos Camponeses em 1525 pelos príncipes alemães, dos quais necessitava para defender a Reforma da hostilidade imposta por Carlos V, o Sacro Imperador Romano Germânico. Nessa batalha, os protestantes saíram vitoriosos, pois os compromissos de Carlos V o impediram de derrotar os protestantes.
Porem, a revolta dos protestantes surtiu o efeito desejado, pois em 1555 Carlos V teve que concordar com a “Paz de Augusta”, que permitia a cada príncipe, luterano ou católico, decidir a religião de seus súditos.
As mudanças foram rápidas, logo as Igrejas Luteranas já se estabeleciam em vários estados alemães, como também na Suécia e na Dinamarca; enquanto a nova Igreja que emergia na Inglaterra também era influenciada por doutrinas luteranas.
Em outras partes do mundo os governantes impuseram a Reforma em seus países porque lucravam com o confisco das propriedades, terras e bens da Igreja Católica e aumentavam sua autoridade ao criar um clero sujeito somente a eles e não mais a Roma.
A Reforma também ocorreu em Zurique, porem quem mais se destacou como um dos grandes reformistas foi João Calvino, advogado francês que se baseava firmemente nas idéias de Lutero e da Sagrada Escritura, mas, indo mais alem ao acreditar que a salvação era predestinada ou determinada por Deus e ainda ao rejeitar o cerimonial e as imagens religiosas.
Em Genebra, Calvino instituiu fortemente suas idéias tanto políticas quanto religiosas de tal forma que garantiu um vínculo mais próximo entre os dois e uma supervisão mais ampla das vidas religiosas e morais de seus cidadãos. Genebra foi um modelo para os calvinistas que, no final do século XVI, tomaram a liderança do movimento de reforma, porem suas crenças diferentes causavam conflitos também com os luteranos.
Na Escócia, após uma revolta vem sucedida contra a rainha católica Maria Stuart, os princípios calvinistas forem implantados na igreja.
Na França, os calvinistas envolveram-se nas rivalidades entre facções nobres nas “Guerras Religiosas Francesas” (1559-1598). O poder dos calvinistas caiu consideravelmente depois do massacre de seus lideres na “Noite de São Bartolomeu” (1572), mesmo assim, tiveram poder suficiente para obter tolerância em 1598 com o Édito de Nantes.
A resistência dos calvinistas foi um fato primordial para o sucesso da revolta holandesa contra Felipe II que resultou no estabelecimento de uma Igreja na Republica Holandesa. Também foram estabelecidas Igrejas calvinistas ma Boêmia, Hungria, Polônia e partes da Alemanha(onde não foram incluídas no acordo de 1555). Como era de se esperar, o calvinismo ficou associado à revoltas e rebeliões onde muitas vezes seus opositores eram inclusive queimados vivos.
O grande sucesso da Reforma fez aumentar a pressão para que o concílio interno reformasse a Igreja Católica Romana, tentando mudar, pois as perdas da igreja eram muito grandes. Porem, o concílio (1545 e 1563) fez poucas concessões às críticas protestantes; pelo contrário, reafirmou a doutrina tradicional relacionada aos sacramentos, à Bíblia e à supremacia papal. O Concílio declarou também que seria necessário que os católicos fossem mais instruídos em sua crença e providenciou um clero treinado para fazê-lo.
Com o Concílio, a Igreja Católica buscou recuperar áreas perdidas para o protestantismo. Os jesuítas tiveram uma participação primordial nessa recuperação, através da “Companhia de Jesus”, fundada pelo espanhol Inácio Loyola, que como missionários da igreja se espalharam pela Europa, América e Ásia e como professores em diversos colégios europeus. Como confessores na nobreza, incitavam os governantes católicos a ignorar os direitos protestantes.
Esses fatos mostraram como seria importante para a Contra-Reforma o apoio de monarcas como o de Maria Tudor da Inglaterra que tentou reconverter seu reino ao catolicismo, e a Felipe II da Espanha.
Na Espanha como em toda a Europa católica, a Inquisição investigava as pessoas suspeitas de serem hereges entregando-os às autoridades para serem julgados e punidos. A Inquisição impôs também o “Índex” de livros cujo conteúdo julgava ter algo contra a Igreja Católica e proibia que fossem lidos pelos católicos.
Todos estes fatos que a mais de 60 anos crava a discórdia entre os católicos e protestantes, explodiu em uma série de contendas conhecidas como a Guerra dos Trinta Anos, que começou em 1618 na Boêmia contra as políticas anti-protestantes e centralizadas do Imperador Habsburgo da Áustria Fernando II. Em 1620, essa revolta havia sido reprimida, mas a contenda rapidamente tornou-se parte de conflitos europeus mais amplos.
A Espanha então aliada dos Habsburgos da Áustria voltou a guerrear com os holandeses em 1621. Durante a guerra, os espanhóis ocuparam o Palatinado, na Alemanha Ocidental cujo líder havia liderado a revolta boêmia. Já em 1629, o poder de Habsburgo parecia dominar a Alemanha e, naquele mesmo ano, Fernando II tentou reimpor um acordo religioso pondo fim à tolerância não-oficial do calvinismo.
O medo do poder imposto pelo Imperador Habsburgo levou a Gustavo Adolfo, rei da Suécia a invadir a Alemanha em 1630.
Todas estas guerras já demonstravam que além de tudo tornava-se uma disputa política entre as nações, especialmente com a entrada da França, a maior potência contra Habsburgo. Em 1648, com as dificuldades dos espanhóis e dos Habsburgos austríacos, levou a acordar à “Paz de Westfália", que veio a confirmar o acordo de Augusta de 1555 e passou a incluir os calvinistas.
O saldo dos conflitos levantou a possibilidade que em algumas regiões da Alemanha, até dois terços da população tenha morrido durante a guerra, principalmente de doenças e de fome decorrentes da grande destruição imposta pelos conflitos. A luta entre a França e a Espanha durou até 1659. Após os conflitos, as divisões religiosas de toda a Europa foram traçadas de forma que si mantém até os dias atuais.
Como podemos ver, todas as religiões criadas pelo homem foram envolvidas em conflitos, guerras, discórdias e com a morte de milhares de seres humanos. Sempre quando se fala em religião, fala-se em discórdia de pensamentos e filosofias, porem sempre envolvendo interesses políticos e econômicos. O trato das coisas espirituais, coisas de Deus sempre são suplantadas pelos bens materiais. O homem nunca será capaz de separar as duas coisas; o que é de Deus e o que é do homem.
Achiles Holanda

Um comentário:

  1. K vergonha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!dizer-se religiosa uma corporaçaointegrada por seres altamente desenvolvidos intelectualmente na verdade politicamente consagradaa a defender, (desde o seculo quarto da era dita cristã), pela falsidade humana dos (mal)ditoscristãos religiosositalianos a maldita a hegemonia do império romano o cristianismo diabólico, satanico demoniacocuja açao impediu durante sseculos a ação da mensagem luminosa do cristo posta em ultimo lugar se toernando responsavel pelas guerras erronea e falsamente ditas religiosas k mataram mais k a motivada por inspiração politica Não adianta nada a igreja caminha a passos largos para se converter em uma instituição assistencial, os padres casar-se-ão, o Vaiticano com sua riqueza e status subvertido pelos terremotos previstos sismicos, ideológico,economicos ou sociais, caminhará para seu obsoletismo progressivamente substituido pela açao do estado completamente laico.

    ResponderExcluir

Este blogue respeita todos os seus leitores... mas você é especial!
Obrigado pelo comentário!"