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21 de fevereiro de 2010

O ISLAMISMO


O ISLAMISMO



No ano 570 que os árabes chamariam de ano do elefante porque ate então não conheciam estes animais que fora trazido pelo imperador cristão da Abissínia, Abrahah, para atacar Meca. Abrahah falhou devido uma epidemia, mas durante a luta morreu Abd Allah, do clã Hashim, ala pobre da tribo coraixita. Dois meses depois sua viúva Aminah deu a luz um menino que se chamou Mohammed (Maomé).
Quando tinha 6 anos perdeu sua mãe. Órfão, ficou aos cuidados do seu tio Abu-Talib que sempre lhe assegurava a proteção do clã Hasmin.
Em poucos anos, apesar de órfão e pobre, tornou-se caravaneiro experiente. Viajava com o tio junto às caravanas até a Síria, lutava contra os assaltantes participando intensamente de todas as decisões junto ao tio. Muito inteligente e honesto lhe valeu o apelido de “al-Amin” – o leal.
Aos 25 anos era como qualquer caravaneiro beduíno que viajava pelo deserto sentado no lombo de um camelo. Nessa idade casou-se com sua prima Kadidja, bem mais velha que ele, porem, muito rica pois era dona dos camelos que ele conduzia. Teve com Kadidja 4 filhos, morreram 3, a que sobreviveu chamava-se Fátima, onde mais tarde seriam travadas grandes batalhas em seu nome.
Após algumas catástrofes Caaba foi destruída, construída novamente iniciou-se uma disputa entre os coraixitas que passaram a disputar entre si o privilégio de colocar no novo templo a “pedra negra” que viera do céu . Não chegando a um acordo, resolveram entregar a decisão à sorte.O primeiro homem que entrasse no santuário seria o escolhido para se encarregar da missão. Esse primeiro homem foi Maomé. Após o feito, Maomé tornou-se retraído e meditativo.
Durante o Ramadã do ano 610, subiu ao monte Hira para meditação. Adormeceu, e viu um anjo que lhe mostrava um pergaminho e dissia: “Lê!”; Maomé recusou-se, assustado, mas o anjo repetiu: “Lê, em nome do Senhor que te criou”. Maomé leu o pergaminho e logo acordou; saindo da gruta, ouviu uma voz que vinha do céu dizendo: “Maomé, tu és o enviado de Deus e eu sou Gabriel”. com 40 anos e colocando em dúvida tais revelações, voltou Maomé aos montes Hira onde após algum tempo teve a segunda revelação onde Gabriel lhe dissia: “ Maomé, em verdade, em verdade, tu és o profeta de Deus.” Tomado pela fé, Maomé inicia a transcrição do Alcorão.
Nas primeiras revelações, um espírito universalista inspirava Maomé. As frases eram curtas, incisivas e tratavam de problemas muito gerais, como a generosidade e a justiça. Já envolvido em lutas políticas onde tornou-se fundador de Estado teocrático, as revelações mudaram e começaram a responder diretamente às questões de política local e beduina.
Durante a fase final da vida de Maomé, seus secretários participavam diretamente na anotação das revelações. Um dos casos mais célebre foi o ocorrido com um de seus secretários; Abdallah ibn-Sad. Durante uma das revelações, Maomé hesitou em dizer uma frase, espontaneamente, Abdallah completou-a. Maomé distraído concordou com Abdallah. Porem mais tarde este fato induziu Abdallah a descrença . Como poderia ele crer que todas as palavras do Corão vinham de Deus, se pelo menos algumas eram dele próprio? Fugindo para Meca, Abdallah refugiou-se entre os inimigos de Maomé.
Desde o início Maomé considerava-se um continuador de Moisés e de Jesus, servindo o mesmo Deus. Sua filosofia discordava dos princípios da grande parte das tribos pagãs e pregava a adoração a um Deus único adotando o sincretismo entre as tradições judaico-cristãs . Seu inferno nada tem de especial e tão somente óleo fervente e fogo. Porem o céu, seria um “super oásis” justamente o sonho de qualquer povo que vive no deserto. Nele, os bem-aventurados que seguissem os preceitos do Senhor encontrariam rios de leite, mel e vinho e milhares de virgens com olhos negros de gazela. Todos os soldados mortos em “Guerra Santa” contra seus opositores para expandir o Islamismo tinham entrada garantida no paraíso, mesmo antes do julgamento final.
Com o tempo Maomé conseguiu converter grande parte da sociedade que com muitos problemas, fracassos, ligados a conceitos mal sucedidos, idolatria, buscaram no Islamismo um meio de atenuar seus sofrimentos. Aos poucos os valores foram mudando, quebrando muitas vezes conceitos de um passado onde prevalecia o poder e as riquezas.
Os comerciantes de Meca que em pouco tempo graças à ação de Maomé se tornaram senhores do mediterrâneo, não ficaram satisfeitos com todo o sucesso do Islão. Tentaram convencer a Maomé a agir com moderação. Apesar de grande parte dos excluídos encontrarem no Islão o refúgio para seus sofrimentos, outra grande parte da sociedade que ainda tentava manter os conceitos do passado. Dentre os descontentes Coraixitas surgiu à pretensão de matar Maomé.
Conhecedor de tal fato, Maomé fugiu de Meca buscando refugio onde lhe oferecesse mais segurança. Já em Medina em segurança, Maomé mandou buscar em Meca seus familiares, entre eles sua nova esposa de nove anos de idade, Aisha, visto que Kadidja já havia morrido. Além de Aisha, Maomé tinha outra esposa, Saúda, mais velha e viúva de um cristão.
Na cidade de Medina havia vários clãs inclusive de judeus e cristãos. A nova unidade buscava um equilibro de forças que daria um poder centralizado ao povo árabe, porem os não-árabes não mostravam qualquer interesse em submeter-se a essa nova revolução social. Após varias situações sociais e políticas, Maomé consegue dar o primeiro passo para formar o início de um estado árabe, que nascido da dissolução do regime de clãs, surgia como o Estado de um povo; os beduínos e não mais como um Estado multinacional.
Desde então, o conflito entre a necessidade do Estado árabe e a universalidade da lei do Senhor conturbaria internamente o islamismo. O primeiro fruto deste novo estado foi o saldo da sistemática pilhagem a que Maomé submeteu os caravaneiros que iam a Meca.
No ano de 624, seus seguidores desbarataram um exercito de 1.000 homens que os mecanos haviam organizado para defender-se dos saques. Maomé poupou-lhes a vida, porem exigiu vultosos resgates.
O grupo dos fieis tornou-se rico e poderoso, organizado e independente dos clãs. Os comerciantes de Meca, cada vez mais alarmados e receosos, resolveram recorrera à guerra. Abu-Sufian, posteriormente um grande general do Islão, formou um exercito de 4.000 homens e assaltou Medina. O Cerco à cidade durou apenas 15 dias, pois os maometanos conseguiram restringir a água dos invasores ficando os mesmos sem alternativa para conseguir o intento. Entre os defensores de Medina estava os Ben Qyanuqa no qual Maomé havia expulsado da cidade e obrigado a acampar para longe. Embora os demais clãs judaicos tivessem uma participação ativa na resistência, a justificada falta de entusiasmo do clã banido foi notada. Maomé não excitou, declarou-os traidores e ordenou que matasse a todos. Foi um massacre, aproximadamente 600 homens foram enterrados na praça do mercado de Medina. Essa medida, a mais sanguinária de Maomé, aterrorizou seus adversários e reduziu-os ao silêncio.
Aos poucos Maomé conseguia unir o povo árabe. Embora com algumas divergências entre os muçulmanos e coraixitas, não havia nada que sua diplomacia não conseguisse.
No princípio de 629, milhares de peregrinos visitavam Caaba, demonstrando que o Islão se tornara uma religião árabe, ligada ás tradições do povo árabe. No mês de Ramadã do ano 630, após alguns tratados e aparando algumas divergências, os muçulmanos finalmente entraram em Meca. Maomé deu anistia a todos os seus inimigos, destruiu os ídolos que havia em Caaba, exceto a “pedra negra”, anunciou o advento de uma era de paz e prosperidade geral. Os cristãos de Akaba e os judeus de Maqna e Giarba também se submeteram ao Islão, concordando em pagar um imposto anual em troca de proteção. Desta forma, abrindo novas fronteias; a fé em Alá e em seu mensageiro, unificava o povo árabe em sistema político-econômico-religioso que assegurava a possibilidade de uma existência em paz.
Em 8 de junho do ano 632 morre Maomé. O profeta não deixou filhos homens. Com sua morte a chefia do Islão passou para Abu-Bekr. Outros chefes seguintes foram mortos até que após 656 a escolha da chefia dos muçulmanos passou a ser hereditária.
Achiles Holanda

Um comentário:

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